Boletos: você sabe o que mudou nessa forma de pagamento?

Boletos: você sabe o que mudou nessa forma de pagamento?

Os boletos bancários são uma das formas mais populares para a efetivação de pagamentos em nosso país. E-commerces, lojas varejistas e até mesmo grandes fornecedoras oferecem essa opção ao cliente, principalmente pela mobilidade de enviar o documento através da internet, e conceder ao cliente um prazo hábil para o pagamento  sem arcar com os custos de um preço à prazo.

 

Porque uma forma de pagamento tão tradicional passará por mudanças?

O sistema atual de boletos adotado pela Febraban, Federação Brasileira de Bancos, é o mesmo há mais de 20 anos, por isso e pelo surgimento de algumas novas situações, a instituição identificou que era necessária uma atualização de suas diretrizes, tanto para impedir fraudes nesses documentos, como para ganhar em eficiência.

A cada ano são gerados no Brasil pelo menos 3,6 bilhões de boletos de pagamento, essa é uma prática adotada por seguradoras, condomínios, escolas e cursos em suas mensalidades, e essa utilização em massa faz dos boletos um terreno fértil para alguns criminosos.

A fraude mais comum relacionada aos boletos ocorre quando o código de barras do documento original é trocada por outro, associado à conta bancária do criminoso, e portanto, em vez de estar pagando a dívida que o boleto representa, o montante é enviado diretamente para a conta do sujeito fraudador.

A recorrência de crimes dessa natureza foi percebida pela Febraban, que desde 2015 vem planejando mudanças em seu sistema e nas diretrizes dos documentos para evitar que situações como essa continuassem acontecendo. As medidas mais famosas e recentes foram a extinção do boleto sem registro cuja transação foi finalizada no início deste ano, e agora, no dia 10 julho, também a possibilidade de pagar boletos vencidos em qualquer banco, sem necessitar imprimir uma 2ª via. Vamos entender um pouco mais essas mudanças?

 

Você sabe a diferença entre os boletos registrados e não registrados?

Até o ano passado, era possível emitir boletos com ou sem registro bancário, no entanto, essa liberdade prejudicava a segurança dos consumidores e das empresas, pois tornava mais difícil o acompanhamento do valor pago por conta da falta de dados. No geral, a emissão desse tipo de boleto já não deve ocorrer, mas algumas instituições ainda podem estar se adaptando, e por isso vale à pena conhecer!

Boleto Não Registrado:

Não existe informação prévia no banco sobre o documento, até que este seja pago, assim, não há uma relação entre o estabelecimento emissor e a agência bancária. É a opção mais prática, e também mais comum no comércio eletrônico.

Boleto Registrado:

No momento em que o documento é emitido, a agência bancária toma conhecimento da existência dessa dívida. Isso permite que algumas condições adicionais sejam permitidas. A exemplo do:

  • Boleto com cobrança rápida: Acontece quando o prazo de faturamento é inferior a 5 dias, e existe uma frequência de emissão, ou seja, uma relação contínua entre o estabelecimento e o cliente.
  • Boleto com cobrança indexada: Acontece quando o valor do documento não é fixo. Neste caso, os valores a serem pagos estão indexados à uma variável, e crescem ou diminuem de acordo com esta. O índice pode ser um tributo ou mesmo o câmbio de moedas estrangeiras.
  • Boletos com cobrança vinculada: Assemelha-se ao que as operadoras de cartão de crédito fazem, e a empresa recebe os valores em pendência antes mesmo destes serem pagos ao banco, no que é chamado antecipação de títulos. Existem neste tópico as variações Caucionadas e Descontadas, referentes à prática técnica na retirada do dinheiro.

Quer entender um pouco mais sobre como funcionam os boletos? Leia este texto que preparamos para você! Agora que já vimos os tipos de boleto,  e que a primeira versão está sendo descontinuada, é hora de entender porque a Febraban está acabando com as 2ª’s vias de boletos!

 

Pagamento de boleto vencido em qualquer banco, porque isso é bom?

Quem nunca esqueceu de pagar um boleto não é mesmo? Essa situação tão corriqueira trazia um incômodo para alguns consumidores, pois o pagamento do documento só poderia ser feito no banco emissor após a data máxima. Isso acontecia principalmente pela necessidade do cálculo de juros em relação ao tempo fora do limite, e por questões de acompanhamento da compra relacionada àquele boleto, uma vez que a empresa costumava escolher um banco de sua preferência.

BOLETINHO

A mudança nessa prática faz parte de uma grande atualização nos sistemas da Febraban, que,  visando trazer segurança a esse processo, irá unificar as informações de todos os boletos emitidos pelos bancos em uma única central, e esta fará parte de uma plataforma desenvolvida pela própria Federação, em parceria com a rede de bancos brasileira.

Por conta dessa plataforma unificada, os dados do pagador e do cobrador poderão ser checados automaticamente, e a divergência de informações será identificada prontamente! Em casos onde informações contraditórias sejam encontradas, aí sim será necessária a ida até uma agência do banco emissor do documento, pois apenas essa instituição tem a liberdade de fazer alterações no corpo do documento.

Essa medida visa diminuir o número de fraudes, tanto pela segurança em torno do sistema, e dos próprios documentos através dos bloqueios para alterações, mas também possibilitando que os consumidores identifiquem esse problema antes que o prejuízo seja consumado!

 

A importância de acumular de informações

O custo do boleto registrado é maior, no entanto a segurança de recebimento das quantias se eleva a níveis que não podiam nem ser medidos nos boletos sem registro por conta da falta de informações.

Para evitar prejuízos, basta ficar atento ao nível de desconto dado para o pagamento à vista e na precificação dos seus produtos, mas certamente a quantidade de boletos efetivamente pagos deve aumentar com a liberdade de escolha de agência, assim como o seu faturamento.

Para você que utiliza um sistema ERP na emissão de boletos, pouca coisa deve mudar. As novas atualizações de software já devem deixar de trazer a opção de boleto não registrado, contudo, buscar sistemas de gestão que possam se integrar com a plataforma de um banco da sua preferência é uma escolha ainda melhor.

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